Douglas Borges

Meu blog pessoal

Primeira leitura do ano

Primeira leitura do ano!

Ao concluir a leitura do livro, me peguei profundamente reflexivo sobre o que significa, de fato, liderar e inspirar pessoas. O autor trouxe à tona algo que parece óbvio, mas é frequentemente negligenciado: a importância de entender o nosso “Porquê”.

Muitas vezes, nos perdemos no “como” e no “o que” fazemos, esquecendo de priorizar a verdadeira essência das nossas ações. O conceito do Círculo Dourado foi um dos pontos mais marcantes para mim. Ele evidencia que líderes e organizações que alcançam sucesso sustentável são aqueles que alinham sua comunicação e suas ações na ordem correta: começando pelo “Porquê”, passando pelo “Como” e, só então, chegando ao “O quê”.

Outro ponto que me marcou foi a ideia de que a liderança começa com a confiança entre as pessoas. Confiança não é construída apenas com energia ou entusiasmo; ela exige carisma genuíno e a capacidade de inspirar. É curioso como tantas pessoas conseguem empolgar os outros, mas poucas realmente conseguem inspirar de maneira duradoura.

A história que encerra o livro foi, para mim, o auge dessa leitura. A corrida na qual Ben, um competidor com paralisia cerebral, conclui seu percurso em mais de 45 minutos enquanto a maioria termina em cerca de 25 minutos, traz lições profundas. O que diferencia Ben é o fato de ele não estar competindo com os outros, mas consigo mesmo. Cada queda no percurso é um desafio pessoal, e cada vez que ele se levanta, há alguém para ajudá-lo.

O aprendizado essencial dessa história é poderoso: quando competimos com os outros, ninguém está lá para nos ajudar. Mas, quando competimos com nós mesmos, as pessoas torcem por nós. Ben não estava lá para derrotar ninguém, apenas para superar seus próprios limites, e isso é o que realmente inspira.

Essa reflexão me levou a uma pergunta fundamental: estou competindo com os outros ou comigo mesmo? Estou focado em ser melhor do que ontem ou apenas me comparando com quem está ao meu redor?

Quando o nosso “Porquê” está claro, o caminho deixa de ser nebuloso. O percurso se torna mais assertivo, e as decisões, mais alinhadas com o que realmente importa. Entender e praticar isso é um exercício de liderança não apenas sobre os outros, mas também sobre nós mesmos.

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